Em alguma circunstância você confiaria num sujeito denominado Dunga? Deixaria que ele casasse com sua filha? Emprestaria dinheiro para ele? Pois bem, Ricardo Teixeira parece que não pensa como nós. Mas há bons motivos pra isso. Nenhum técnico sensato se submeteria aos desmandes desse déspota.
Mas não é isso o que quero observar. Quem assistiu a Copa de 1994 sabe que Parreira estava em vias de ser frito em óleo quente por ter optado por dois cabeças de área. 13 anos depois, poucas mudanças e parece que assimilamos bem os ensinamentos do mestre. Mais do que isso, nós os aperfeiçoamos! Não recordo de nenhum técnico que tenha questionado tal prática. Agora, fomos além, gozamos do prestígio de três cabeças de área! Méritos a parte, sei bem da qualidade e potencial de Mineiro e Josué -- convenhamos, é um exagero! Acima de tudo quando consideramos um quarto elemento: Júlio Baptista.
Gilberto Silva, Josué, Mineiro, Júlio Baptista,
Robinho (perdido, coitado!) e Wagner Love. Jogos mortais 4? Não, Copa Ámerica 2007.
O Brasil só reforça minha afinidade com a Argentina. De modo geral eles nunca serão melhores que nós, mas portam-se como homens em campos. Lutam, brigam, correm e sobretudo
se posicionam. O futebol é um jogo imprevisível mas temo que seja inepto para avaliá-lo quem não se curvar frente a superioridade do futebol argentino nos dias de hoje.
Espero que no próximo jogo Dunga acorde, coloque Diego (um fugitivo do High School Musical, mas que é infinitamente melhor que Júlio Baptista), Anderson, e que Robinho a assuma a função que deve ter no time. Pior do que ver o time jogando mal é vê-lo jogando sem garra, sem vontade. Deveríamos saber aprender também com nossos adversário! Quem não aprende com seus erros está condenado a repeti-los.
Ah, a sentença: A culpa é de Dunga,
culpado!